Jornal Folha de São Paulo, 19 de junho de 2012

O teto de um restaurante desabou parcialmente e uma de suas paredes teve uma rachadura de cerca de 15 metros de comprimento quando cem pessoas almoçavam no local, no número 355 da avenida Brigadeiro Luís Antônio, na Bela Vista, centro da cidade.

Apesar do susto, ninguém ficou ferido. O acidente, segundo a Defesa Civil, aconteceu devido à obra de um prédio residencial que está sendo construído ao lado do imóvel, onde fica o restaurante Moça Prendada e o hotel Tenda.

Era por volta das 13h30 de ontem quando funcionários e clientes do restaurante ouviram um estalo. Na sequência, um operário da incorporadora Setin e da construtora Vista entrou dizendo para todos saírem porque o prédio poderia cair, segundo cinco testemunhas. “Todos se assustaram e, em vez de correr para a frente, onde é a saída, foram para a cozinha, que fica nos fundos e não tem saída”, afirmou o cozinheiro João Bezerra, 27. Houve correria. Parte do mezanino, onde ficam vestiário e escritório, cedeu. Lá, estava uma menina de sete anos, sobrinha da dona do restaurante. Ela foi salva após um churrasqueiro arrombar a porta, bloqueada pelo desabamento. “Ela estava vendo TV. Se nã o fosse o anjo da guarda e o churrasqueiro, estaria machucada”, afirmou Mônica Bassotto, 24, mãe da garota.

Ao menos 15 hóspedes do hotel saíram às pressas. O imóvel de três andares, da década de 1940, foi interditado e só será liberado quando as obras de recuperação terminarem. A perícia foi ao local à tarde. A obra também foi interditada pela prefeitura. Ainda há risco de desabamento, diz a Defesa Civil. Das 14h às 17h, uma faixa da via ficou bloqueada.

Por meio de nota, a incorporadora Setin e a construtora Vista informaram que o incidente ocorreu no momento em que analisavam as fundações dos prédios vizinhos. As empresas lamentaram o fato e disseram que acionaram o seguro e disponibilizaram equipe para solucionar o problema.

rachadura

 

EM TEMPO: “Sinistros como este, estampado nestas fotos e reportagem da Folha de São Paulo, estão devidamente amparados na cobertura de Responsabilidade Civil Geral – Obras Civis. Eles são caracterizados como “danos materiais” a terceiros. As apólices, além de garantirem a indenização pelos danos materiais, também se estedem ao lucro cessante, perdas financeiras e danos emergentes decorrentes destes sinistros. No caso específico, o imóvel vizinho à obra trata-se de um restaurante. Logicamente que terá suas atividades comerciais interrompidas em razão do sinistro nas suas paredes e provavelmente ficará um bom tempo sem operar, até que seja estabilizada a obra em construção e recuperado o imóvel. A perda de receita deste restaurante terá fatalmente que ser indenizada pela construtora, que irá se ressarcir junto à seguradora responsável pela emissão da apólice.

Tenho sempre dado ênfase que seguros específicos, como de Risco de Engenharia e Responabilidade Civil Geral – Obras Civis, devem ser contratados através de empresas especializadas, prepradas para avaliação do risco decorrentes de obras de construção civil, além das determinação de importâncias seguradas adequadas. A Togni Consultores desenvolveu, no decorrer dos seus 35 anos de experiência, “Know-How” para atender todo tipo de obra, de shopping center, obras de artes, rodovias à prédios residenciais e comerciais. (Marco Antonio Togni)